Samambaia x Ceilândia muda de local. Mas será que alguém se preocupa com isso?
- wallisonrns1986
- 15 de jan.
- 2 min de leitura

No Distrito Federal, o Candangão BRB 2026 começou, a bola está rolando, mas a sensação é de que o futebol ainda é tratado com displicência. Em meio a competição, ainda há Estádios sob gestão do governo, por meio das administrações regionais, seguem sem laudos, sem alvarás, sem condições mínimas de receber público — e, principalmente, sem o respeito que clubes e torcedores merecem.
O episódio envolvendo o Samambaia FC escancara esse descaso. O clube enfrenta o Ceilândia neste domingo, às 15h30, no Serejão, com presença de público. O jogo deveria ser no Rorizão, em Samambaia, mas a equipe foi surpreendida ao ter o acesso ao estádio vetado até mesmo para apronto e reconhecimento de gramado.
Em contato com a Secretaria de Esporte e Lazer, veio a bomba:
o Rorizão ainda não possui os laudos e alvarás necessários para receber partidas profissionais com público e venda de ingressos. Detalhe: o campeonato já está em andamento.
Ou seja, o estádio da RA não está liberado… mas o campeonato está. Normal?
Mais grave ainda: a diretoria do Samambaia afirma que outras equipes utilizaram o Rorizão para treinos durante a semana, enquanto justamente o único clube da região na elite foi impedido de entrar. Um contrassenso que só reforça a bagunça administrativa.
Enquanto isso, a torcida fica ESCANTEADA
E sem torcida, convenhamos, o espetáculo vira o quê?
Vira pelada.
Vira futebol de portão fechado.
Vira algo muito mais parecido com amadorismo do que com uma competição profissional.
O Candangão já sofre com calendário curto, pouco investimento e escassa visibilidade. Quando, além disso, se tira do torcedor o direito básico de ir ao estádio, o produto perde valor, o clube perde receita e a identidade com a comunidade vai para o ralo.
E a Federação de Futebol do DF, onde entra nessa história?
A FFDF, que deveria ser a principal interessada em garantir praças esportivas dignas, segue em silêncio constrangedor. Não há cobrança pública, não há pressão institucional, não há plano emergencial. O campeonato começa, os problemas aparecem, e os clubes que se virem.
No DF, os estádios são públicos, mas o prejuízo é privado: quem paga a conta são sempre os mesmos — clubes pequenos, torcedores RESILIENTES e um futebol que luta diariamente para parecer profissional.
O Rorizão não ficou pronto a tempo.
Mas o campeonato começou.
E ninguém parece se importar.
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