Samambaia vence o Ceilândia e faz o Serejão virar palco de cachorro grande
Foto: Resenha 61

O Candangão 2026 proporcionou mais um daqueles roteiros que só o futebol de Brasília é capaz de escrever. Samambaia e Ceilândia se enfrentaram pela segunda rodada da competição, mas o palco da peleja não foi o Rorizão, casa do Cachorro Salsicha. Sem laudo para receber público, o mandante do duelo teve que arrumar as malas e jogar na Boca do Jacaré, o Serejão, quintal do Brasiliense. E, como manda a cartilha do folclore local, quem apareceu nas arquibancadas foi Luiz Estevão, dono do Jacaré, visivelmente eufórico, crítico, gesticulando, pisando no tomate a cada erro do Samambaia — como se o jogo fosse do time dele. Será?
Voltando às quatro linhas, as equipes chegaram ao confronto empatadas em pontos. O Samambaia vinha de um 2 a 2 diante do Capital, no Paranoá, enquanto o Ceilândia havia tropeçado em pleno Abadião, ficando no empate com o Sobradinho. Era briga de cachorro grande logo cedo no campeonato.
O Samambaia vestiu o figurino de escrete de ouro do primeiro tempo. Com meio-campo povoado e sob a cadência do camisa 5, Talisca, o Cachorro Salsicha controlou as ações, trocando passes, cozinhando o Gato Preto em banho-maria e ameaçando os visitantes. O gol, porém, só saiu no último suspiro da etapa inicial. Diego Xavier recebeu cruzamento da esquerda, dominou com categoria e soltou a bomba cruzada. Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha! Sem chances para Sucuri: 1 a 0.
Se o Ceilândia voltou do intervalo pensando em reagir, mal teve tempo de sujar o avental. Aos 8 minutos do segundo tempo, o zagueiro Badhuga bambeou feio num recuo e entregou a rapadura. Vitor Xavier ficou cara a cara com Sucuri e, como bom artilheiro da edição passada, não perdoou: 2 a 0 para o Samambaia.
A pressão aumentou, o Gato Preto foi pra cima e até diminuiu rapidamente. Aos 11 minutos, Patrickão soltou o pé da entrada da área e descontou. O Ceilândia tentou, brigou, levantou bola na área, mas faltou imaginação. Acabou ficando pelo caminho mais uma vez, seguindo sem vencer na competição.
Após a partida, Patrickão lamentou o resultado, mas manteve o discurso de reconstrução. “Pra mim, como atacante, o gol é muito importante, mas eu o trocaria pela vitória. Somos uma equipe em construção. Momentos difíceis vão acontecer, mas o importante é terminar bem a competição”, afirmou.
Do lado vencedor, o meia Lila comemorou a primeira vitória do Samambaia no Candangão. “Sabíamos que seria um jogo complicado, até porque o Ceilândia é uma equipe muito qualificada. Trabalhamos bem durante a semana e isso refletiu no belo jogo que fizemos hoje”, destacou.
Próximos confrontos
Na próxima quarta-feira, o Ceilândia tenta desencantar diante da Aruc, às 19h30, no Abadião. Já o Samambaia terá parada indigesta: encara o Gama, único com 100% de aproveitamento, no Bezerrão, às 20h30. Promessa de mais briga de cachorro grande no Candangão 2026.
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