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Gama puxa ranking de público e escancara a disparidade nas arquibancadas do Candangão

Atualizado: 23 de jan.

Foto: Filipe Fonseca
Foto: Filipe Fonseca

O Candangão 2026 já mostra, nas arquibancadas, quem arrasta multidão e quem ainda joga quase no silêncio do concreto. Passadas três rodadas, o ranking de público escancara a disparidade gritante entre os jogos de maior apelo popular e aqueles que mal ultrapassam a casa das dezenas. 

  

No topo absoluto está o Gama, dono das três maiores presenças de público do campeonato até aqui. Na 1ª rodada, contra o Real Brasília, no Bezerrão, levou 9.883 torcedores e gerou uma renda robusta de R$ 182.460,00. Já na 2ª rodada, no triunfo diante do Brasília, o alviverde voltou a mostrar sua força fora das quatro linhas, com 6.439 pagantes e R$ 113.120,00 arrecadados.  Vale ressaltar que essa última partida tinha mando de campo do colorado, mas a casa e a esmagadora torcida eram alviverde.  

 

Na sequência aparece novamente o Gama, agora na 3ª rodada, diante do Samambaia, com 5.066 torcedores e R$ 75.580,00 — números que colocam o clube em outro patamar financeiro dentro da competição. 

  

Logo atrás vêm jogos de médio porte, como Ceilândia x ARUC, no Abadião, que reuniu 1.109 torcedores (R$ 5.524,00), e Capital x Samambaia, na 1ª rodada, com 782 presentes (R$ 9.075,00). São públicos honestos, mas distantes da realidade alviverde. 

  

Na outra ponta da tabela, o contraste chama atenção. O menor público do Candangão até aqui foi registrado na 3ª rodada, em Paranoá 1 x 0 Brasília, no Estádio JK: apenas 102 torcedores, com renda de R$ 1.020,00. Um abismo que salta aos olhos quando comparado aos quase 10 mil do Gama e evidencia como o campeonato vive realidades completamente distintas dentro de um mesmo Distrito Federal. 

  

Enquanto alguns jogos transformam o Bezerrão em praça cheia e caixa forte, outros seguem disputados quase em voz baixa — um retrato fiel do Candangão, onde a bola rola igual para todos, mas o público escolhe muito bem onde quer estar. 

 
 
 

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